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Honorários: uma luta permanente - DR. roberto sacilotto


“Honorários: uma luta permanente”
Após transição integrada entre gestões, Presidente da SBACV,
Dr. Roberto Sacilotto, apresenta metas

 
Para o presidente, Dr. Roberto Sacilotto, intensificar a busca por melhores honorários e por tabelas mais justas é uma questão primordial e meta da administração. Também são prioridades a defesa profissional, fortalecer os laços com as Regionais e associados, uma comunicação forte e moderna, difundir a importância da especialidade e ampliar a gestão política e estratégica junto a entidades representativas. Confira a entrevista completa:
- Quais as metas da atual gestão?
Em primeiro lugar, apresento a nova versão do informativo online da SBACV, que passa a ser semanal. Mais um canal de diálogo com nossos associados. Nossas metas principais são a defesa profissional, a busca por melhoria de honorários e combate incisivo à invasão da nossa especialidade. Por isso, ressalto aos colegas de todas as regiões do Brasil a importância de nos comunicarmos mais e darmos mais visibilidade à nossa área de atuação. Estamos trabalhando com um modelo de gestão arrojado, em rede, baseado em uma comunicação estratégica, que estimula o uso de novas tecnologias e maior interatividade com os nossos pares. Esse modelo envolve trabalho conjunto das nossas diretorias, articulação política e estratégica, produção e difusão de conhecimento. Juntos, fortaleceremos nossos vínculos e estimularemos a valorização dos Vasculares de todas as partes do país.
- Quais serão as novidades dessa administração?
Logo que assumi, iniciei a criação do Departamento de Embolizações. Estamos também acompanhando grupos de discussão e vamos estimular ainda mais interações buscando uniformizar o diálogo e as alternativas terapêuticas, além da evolução da especialidade, dando oportunidades a todos os colegas do Brasil de se atualizarem. Inclusive, na nova revista da Sociedade, apresentaremos relatos de casos com extensão de temas debatidos nos grupos na versão online. Em outra frente, já em março, iniciaremos uma série de atividades com as Regionais. O foco será a popularização da Angiologia e da Cirurgia Vascular. Ainda no primeiro quadrimestre, anunciaremos novos cursos. Nossa atuação nas mídias sociais também está sendo ampliada, com a participação de colegas de diferentes estados do país no Facebook e, em breve, no Instagram e no YouTube.
- E a relação com as Regionais?
De diálogo permanente, estimulando a participação destas e dos associados em nossa rotina, buscando maior integração com a Nacional e ampliando as orientações sobre questões administrativas, de defesa e valorização profissional, com tempo de resposta mais rápido. Vamos proporcionar mais voz e vez aos nossos associados.
- Como será a comunicação com o público leigo?
Uma comunicação com linguagem simples sobre a área vascular tanto nas redes como nas ruas. Temos que trabalhar publicações com textos de fácil entendimento sobre as doenças vasculares mais comuns, ampliar a divulgação e distribuição de informes educativos e de esclarecimento em consultórios, unidades de saúde, de ensino e em locais de grande movimento. O público precisa saber o que a nossa especialidade faz. Há vários temas que precisam ser trabalhados, como o aneurisma de aorta, a estenose de carótidas, doenças arteriais periféricas, pé diabético, trombose venosa, acessos para hemodiálise em renais crônicos e outros.
- Como será a atuação junto às entidades de classe e de saúde?
A SBACV terá uma atuação mais incisiva junto às entidades representativas. Como é sabido, há necessidades de reposição dos valores de honorários e tabelas, e importantes questões sobre a invasão das nossas atividades a tratar. Por isso, instituímos a Assessoria de Gestão e Estratégia Interinstitucional, que será um elo a mais na condução política da SBACV.
- Em relação à educação continuada, o que precisa ser feito?
Pretendemos atualizar aulas de temas de interesse comum a todo cirurgião vascular com conteúdo prático para utilização no dia a dia e com informações, inclusive terapêuticas, regidas por diretrizes nacionais e internacionais. Outro ponto importante será a avaliação dos programas de Residência Médica em Cirurgia Vascular e Endovascular nacionalmente, por meio de provas simuladas que, de início, servirão somente para constatarmos o nível de aprendizado dos residentes. Posteriormente, poderão valer pontos para o Título de Especialista.
Sou um incentivador de publicações de artigos no Jornal Vascular Brasileiro (JVB), revista que foi indexada pelo grande esforço do professor Winston Yoshida. Já está em fase de criação um Centro de Estudos na Sede da SBACV, com participação de colegas que tenham experiência a fim de orientar na elaboração de artigos. Principalmente, na análise estatística. A publicação em revistas indexadas internacionais e agora no JVB, eleva muito nossa visibilidade e se constitui como oportunidade de participação efetiva em Congressos dentro e fora do país.
- Como foi a transição entre as gestões?
Profissional, responsável e cordial, mostrando-nos coordenadas fundamentais para a condução futura da nossa Sociedade. A gestão presidida pelo Dr. Ivanésio, da qual fiz parte, somou conquistas importantes, como a aprovação do projeto de Cirurgia por qualquer técnica no capítulo 3 da CBHPM e o aumento do valor real em duas subcategorias. Desde a criação da CBHPM, em 2003, isso não acontecia. Também houve a entrega de um projeto reivindicando melhoria de honorários do SUS nas mãos do ministro da saúde. Temos um parecer positivo redigido sobre Ecografia Vascular a ser executada no consultório de quem tem área de atuação na matéria. E, em audiência pública no Senado Federal, da qual participei, foi protocolado um projeto conjunto com várias especialidades médicas em favor do paciente diabético.
- Como pretende atuar à frente da SBACV?
Com igualdade de oportunidades para todos e estimulando a participação dos jovens na vida associativa. Atuo há aproximadamente 30 anos nas questões ligadas à Sociedade. Defendo que esta seja uma rede forte e que dialogue mais. Há alguns caminhos a seguir. Um deles é aumentar o número de reuniões anuais com todos os Presidentes de Regionais, dos atuais dois eventos para, no mínimo, quatro. É fundamental ouvir as necessidades de cada Regional e dar suporte jurídico e de intermediação com os convênios locais em relação a honorários e condições de trabalho. Também é importante a presença do Presidente nos encontros regionais aproveitando para realizar reuniões com lideranças locais e não associados. A divulgação da especialidade começa nas Regionais. Vamos estimular o uso das ferramentas de comunicação online para realizar fóruns e bate-papos virtuais, oferecer novos cursos e capacitações. Só teremos uma especialidade forte se o associado estiver e se sentir no topo da pirâmide.